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13/07/2004 10:52
CADÊ VOCÊ?
Havia um tempo em que a mania era preencher álbuns com figurinhas. Dizia-se que era pedagógico. Ajudava na cultura. Agora a mania é preencher catálogos eletrônicos de endereços.
Primeiro você abaixa da internet um programa gerenciador qualquer. Qualquer um serve. Depois dispara zilhões de mensagens para seus amigos, conhecidos e desconhecidos, pedindo seus "dados". Eufemismo para dizer "ei, me dá seu endereço aí, vai!"
A lista é extensa. Nome, apelido, profissão, e-mail, página na internet, endereço particular, endereço do trabalho, telefone, fax, pager(!), UIN (só internautas sabem o que significa!), preferências pessoais, observações quaisquer, etc, etc... E para quê?
A grande questão é esta. Pra quê? Antes as pessoas usavam suas agendas de papel. Suas agendas eletrônicas pessoais. Seus celulares! E serviu para alguma coisa? Nada! As pessoas não se falam. Não se comunicam. Salvo para fins profissionais, quando o dinheiro fala mais alto e contundente.
Agora vem mais uma mania. A de colecionar endereços que jamais serão usados. Pra quê saber onde a pessoa mora fisicamente se você só envia e-mail ou telefona? Para visitá-la? Ah, por favor, não me venha com essa agora!
É só mais uma mania para cair no desuso mesmo. Quem recebeu cartas pessoais (tradicionais, ein!) nos últimos meses? Das corretoras de cartões não vale.
E assim caminhamos ao sabor das manias, da "onda" do momento, da sedutora alienação eletrônica. Transformamos as pessoas em números, fichas e "contatos" para não mais ligar para elas senão por meio publicação ostensiva e impessoal de "correntes" sem fundamento, de piadas infames, preconceituosas, lendas urbanas, propostas duvidosas e mensagens pífias de pseudo-auto-ajuda.
Já reclamei disto aqui neste blog. Faço de novo. Talvez já tenha se tornado mais uma mania...
enviada por perito
27/06/2004 16:44
DESENHO LIVRE NUM DOMINGO LIVRE
Ao lado dos modernismos de digitalizações e processadores eletrônicos de imagens, nada como o velho lápis nº 6B, uma folha de papel em branco e uma modelo que inspire alguns momentos de garatujas.
enviada por perito
26/06/2004 15:59
COMPLICANDO O DESCOMPLICADO
É incrível como, na era da informática, ainda tenhamos complicações. Mas não é culpa da informática. É culpa do informaníaco que negligencia a manutenção do seu equipamento. Falo de mim mesmo...
Uma vez, anos atrás, já tive três impressoras. Eu digitava e precisava indiscutivelmente desse periférico de saída de dados. Hoje, já inteirado com a internet e com a mídia óptica e magnética, passei a processar informação "on-line". Nada de papéis. Só bits, bytes e arquivos compactados.
Hoje, com três computadores, consegui atingir uma daquelas situações ridículas que só a informática consegue impor. Tenho um desktop sem acesso à internet, mas com o drive de disquete. Meu desknote não possui este periférico, o que me obriga a pegar arquivos, ou por mídia óptica ou pela internet. Para passar um arquivo do primeiro computador para o portátil, preciso gravar o arquivo em disquete, transferir para o segundo desktop e finalmente enviá-lo para a rede mundial. Este segundo desktop possui placa de modem. De lá capturo para o desknote.
Para mim nunca foi problema acessar um arquivo. Faço-o por diversas vias. Disquete, CD, DVD, rede, modem, infravermelho ou mesmo trocando HD's de CPU's, mas não deixa de ser uma coisa ridícula! Claro que alguns cabos, uma placa de rede, um hub e algumas configurações de software resolveriam o problema.
Essa preguiça é que me mata...
enviada por perito
25/06/2004 22:42
TU SABES...
Depois de ter a orelha devidamente "puxada" pela Rosana e receber sermão por ter sido tão conciso na notícia de sua agradável visita em nosso trabalho resolvi privilegiar o texto que ela deixou nos comentários deste blog. Foi uma manifestação tão informativa e perspicaz quanto seus laudos (ela é perita criminal!), claro, resguardados os devidos jargões!!!
"Eu achei que minha visita no seu dia de plantão deveria ter sido mais evidenciada. Tinham tantos detalhes a serem comentados: a minha queda e, consequente, aquisição de uma 'pereba' no joelho naquele mesmo dia, pois o ferimento escontrava-se ainda fresquinho; a 1h (uma hora) que passei sendo clicada e, que na maioria das fotos saí com a fisionomia de quem está se olhando com o auxílio de uma colher; a minha indignação por 03 (três) peritos dessa equipe possuírem máquinas digitais e 01 (um) deles ostentar um desknote; a minha 'filada' na canjica que o Luciano levou, que estava uma delícia, fato este que me marcou por ter sido a primeira comida junina que inseri no meu organismo este ano; e, por fim, a esticada de vocês até 2h (duas horas) da manhã em meio ao frio do pátio da SCJDS, doidos para que eu fosse embora.
Ah! Eu também quero demonstrar minha indignação por não ter sido anexada no seu blog o minha foto mais bonita, aquela que estava com o fio de cabelo sobre o olho. Eu quero aquela! Nesta estou me transformando na imagem adquirida com a visualização pela colher de chá.
Beijos
Rosana."
Portanto, para fazer jus ao que realmente sucedeu e publicar a imagem tão solicitada por ela, eis aí a íntegra de seu comentário (com pequenos ajustes gramaticais!) e a foto de outro ângulo de sua carismática beleza!
enviada por perito
15/06/2004 02:20
AINDA CÂMERA NOVA
Desta vez foi nossa colega Rosana que submeteu-se à versatilidade da câmera nova da Suely. Aqui ela aparece clicada pela colega de trabalho.
Os trabalhos de formatação, compactação e publicação são meus!
enviada por perito
14/06/2004 22:11
CÂMERA NOVA
Minha colega de trabalho, Suely, está de máquina fotográfica nova! O final de semana serviu para conhecer as potencialidades do novo equipamento. Boa para registros domésticos e excelente suporte no cotidiano profissional.
Mark, seu filho, também gostou da novidade. Teve seus momentos fotogênicos ao lado da mãe!
Eu ganhei mais uma companheira (o primeiro foi o Nicholas!) equipada para dividir as tarefas de registro fotográfico. É bom trocar experiências e novidades neste âmbito. Descobrimos muitos recursos unindo as câmeras de que dispomos. Eu com uma Olympus e ela com uma Sony.
enviada por perito
08/06/2004 15:43
ENTRE O SOL E A TERRA
Vênus cruzou os céus entre a nossa firme Terra e nosso incandescente Sol.
O anúncio foi prévio nos meios de comunicação. Eu nem bem me preparei, mas não deixei a oportunidade passar. Usei o artifício de que se falava na televisão. Uma máscara opaca deixava uma abertura de um centímetro de diâmetro para que um espelho refletisse uma parcela da luz solar. Isso seria o suficiente para que uma imagem em miniatura do Sol fosse projetada em qualquer anteparo liso. Foi deste jeito que do fundo do meu quintal montei um mini-refletor para dentro da cozinha. Usei a extremidade de uma luneta para apoiar tudo. Amanhecemos todos observando o fenômeno astronômico.
A imagem era tênue e muito suave. Mal se enxergava a sombra do pequeno planeta. Vênus media ínfimo 1cm de diâmetro para o disco de aproximadamente 35cm que representava o Sol. O espetáculo foi entremeado por uma e outra nuvem que suspendia a exibição por poucos momentos. Tudo terminou por volta das oito horas e vinte minutos.
Saldo do evento? Uma criança meio indiferente diante da raridade do trânsito de Vênus, um irmão e uma mãe entusiasmados com o privilégio de acompanhar algo que se repete no céu duas vezes a cada século. Por fim, um espelho de 1,20m por 0,30m que se quebrou na primeira tentativa de refletir a luz do Sol! Sim, custará R$ 20,00 para repô-lo, mas não valeu à pena?
enviada por perito
30/05/2004 20:10
Meu veleiro, meu saveiro
O primeiro foi fabricado em 86, mas só o dirigi anos depois, depois de outros donos. O segundo foi do ano de 1990. Ambos tinham configuração básica. Nenhum luxo. O terceiro, de 1991, evoluiu para um propulsor de 1,8 litro. Eram 99 cavalos impulsionando a mesma carroceria básica. O quarto, 1997, saiu da fábrica para mim. O motor voltou para 1,6 litro. Continua básico. Como seu condutor.
Se o estilo de alguém se reflete no carro, então o meu é a minha cara. Não ostenta acessórios supérfluos ou "envenenamentos" desnecessários. Sempre serviu ao que se destinou: transporte. E o faz com eficiência e segurança.
Sua configuração ainda tolera um acompanhante. De vez em quando leva uma carona. Noutras vezes alguma paquera. Na maioria das vezes incumbe-se dos apetrechos do trabalho.
E ele está ali, no pátio, levando chuva. Chuva de sábado. Sábado de trabalho. Por que para plantonista trabalho não tem dia nem tempo.
enviada por perito
05/05/2004 09:39
CITAÇÃO
"Agora, com relação à religião, se acreditarmos em qualquer religião, isso é bom. Porém, mesmo sem uma crença religiosa, ainda podemos nos arranjar. Em alguns casos, podemos nos sair ainda melhor. (...) É o que chamo de espiritualidade básica - qualidades humanas fundamentais de bondade, benevolência, compaixão, interesse pelo outro. Que sejamos crentes, quer não sejamos, esse tipo de espiritualidade é essencial. (...) não há problema em não ter religião, mas que é preciso ser um bom ser humano, um ser humano sensível, com uma noção de responsabilidade e compromisso por um mundo melhor e mais feliz."
(Dalai Lama, "A Arte da Felicidade: um manual para a vida", São Paulo: Martins Fontes, 1997, pág. 347-348)
enviada por perito
24/04/2004 19:01
XENOFOBIA E RACISMO
Em uma das minhas muitas navegações a esmo na internet encontrei o seguinte:
"Se xenofobia benigna parece ser, pois, dificuldade de articulação entre identidade e alteridade, o racismo, pelo contrário, é nítida perversão etnocêntrica, é inchaço e gangrena da identidade, é denegação da plena humanidade de outrém porque é, antes disso, degenerescência mental própria. A primeira pode ser educada para o acolhimento do estrangeiro, estando este disponível para a integração pacífica. O segundo tem de ser derrotado pela cultura científica, enquanto não for expurgado da civilização com as muitas e graves taras sociais que lhe dão origem.
Lisboa, 31 de Março de 1997.
Professor Eduardo Chitas"
Colhido na página: http://home.utad.pt/investigacao/origins/racismo.html
"Somos todos mestiços e sê-lo-emos cada vez mais" Robert Clarke.
enviada por perito
19/04/2004 15:48
IRMÃ POETA
Nunca fui muito apaixonado por poesias. Elas não se preocupam com o sentido do que transmitem, não possuem lógica, não buscam discernimento objetivo ou refutação das categorias absolutas.
Claro que se atendessem minimamente qualquer destas exigências não seriam poesias...
Cativo-me sim, pela harmonia e cadência da fonética. Acho gostoso o chacoalhar dos sons iguais, dando a impressão que existe alguma ordem na confusão das letras.
Privilegiando a ala mais nova da casa, abro espaço para minha irmã de onze anos expor sua poesia:
O Céu
O céu, o mar,
numa noite de luar.
A lua na rua,
refletindo seu olhar.
O céu no coração,
onde existe toda a paixão.
As portas do céu estão abertas,
lhe enviando alguns "alertas".
Tome cuidado com o seu coração.
Ele está com muita indecisão.
No céu existe amor,
que florece como uma flor.
No céu existe harmonia,
que é rara hoje em dia.
(Camila)
Não é que a danadinha tem jeito para a coisa? Se começar a rascunhar crônicas estarei perdido...
enviada por perito
18/04/2004 21:41
AMIGO É...
Recebi hoje de uma amiga (Alik):
... aquela pessoa que o tempo não apaga,
que a distância não esquece,
que a maldade não destrói.
É um sentimento que vem de longe,
que ganha lugar no seu coração
e você não substitui por nada.
É alguém que você sente presente,
mesmo quando está longe...
que vem para o seu lado quando você está sozinho
e nunca nega um sentimento sincero.
Ser amigo não é coisa de um dia,
são atos, palavras e atitudes que se solidificam
no tempo e não se apagam mais.
Que ficam para sempre como tudo que é feito
com o coração aberto.
(autor desconhecido)
Passo aos meus comentários...
Nunca duvidei das boas intenções das pessoas. Nunca me importou o que trazem materialmente consigo. Nunca mesmo. Botões de rosas, sabonetes perfumados, CD's de sucesso ou mensagens previamente digitadas encontramos em qualquer esquina ou página da internet para endereçar aos outros. Não são os atributos explícitos, mas a informação subjacente que me seduz. Fui lembrado!
A transitoriedade da vida talvez justifique o prazer de ser lembrado. A lembrança, seja numa missiva fraternal, seja num monumento ou dedicatória fúnebre, funciona como arremedo de imortalidade.
Porém, acreditando firme nesta transitoriedade acabo contaminando a percepção sobre outros sentimentos de ligação. Não sei se há vantagem neste procedimento. Parece afastar a esperança e implantar o pessimismo. Mas talvez a realidade não seja mesmo tão eufemística. Quem viver, verá.
O tempo apaga muita coisa e a distância é motor do esquecimento. A maldade destrói, mas também constrói muitas outras coisas. Traumas, rancores, ressentimentos.
A amizade é um sentimento de construção lenta e gradual. Ganha lugar no coração, mas quem garante que não pode ser substituída diante de uma frustração que ultrapassa todo o esforço da construção?
O ideal de amigo está presente dentro de nós, sempre o trazemos para junto de nós e nunca lhe negamos sinceridade pois é um diálogo com nossas expectativas mais íntimas. Difícil é distinguir o amigo ideal do amigo real.
Muitas coisas na vida de uma pessoa não são produtos de um só dia. Quase tudo é produto de múltiplas ações, verbos e posturas que bombardeiam a memória diuturnamente. E o mais importante: só quem tem o coração aberto percebe isso. Percebe o bem e o mal.
enviada por perito
18/04/2004 20:55
NEGRITO INSISTENTE
Já tentei de todos os modos e alternativas possíveis ao meu parco entendimento "bloguístico" retirar um efeito negrito que vem aparecendo nos textos que publico neste blog (andreonline) e no meu outro blog (peritoonline). Ainda não sei a razão por que de um ponto qualquer do texto, este simplesmente passa a mostrar-se em negrito.
Estou fazendo experiências noutros blogs e, quem sabe, eu termine migrando para outro sítio.
De qualquer forma fica esta impressão publicada para que não se pense que também manipulo as aparências para aparentar alguma comunicação. Ou ao menos para afastar ignorância quanto a qualquer manipulação!
É domingo, consegui ultrapassar todos os recordes anteriores de sono prolongado, certamente abatido pela gripe e pelo plantão da sexta para o sábado. Espero começar a segunda-feira bem disposto.
A todos um bom final de domingo e início de semana.
enviada por perito
18/04/2004 02:39
"QUER CASAR COMIGO"
Li uma reportagem na página de um provedor nacional com o título acima. Entrevistaram 100 homens. Solteiros, casados e separados. A principal dúvida era a seguinte: qual é a característica fundamental para que uma determinada mulher seja a escolhida entre tantas?
Óbvio que a resposta não é única. Existe um conjunto de atributos. Pela pesquisa os motivos pelos quais os homens buscam o casamento é o amor (34%) e o desejo de se estabilizar e formar família (29%). Vinte e oito por cento dos solteiros buscam companheirismo. Dentre outras características esperam que ela "... seja uma ótima dona-de-casa, mãe mais que perfeita, que tenha um ótimo emprego, apareça sempre linda e se mostre um furacão na cama." Em suma, detectei a teoria dos três "P's": princesa na sala, prendada na cozinha e prostituta no quarto.
As feministas de plantão, acalmem-se. Não se trata de discutir o que um homem deve fazer ou ser num casamento. Trata-se apenas de uma reportagem que fala do que falaram 100 homens. Solteiros, casados e separados.
Vejamos os números:
Por que se casou ou pretende se casar um dia?
SOLTEIROS..................CASADOS............................SEPARADOS
Amor: 32% ....................Amor: 40% ..........................Formar família: 32%
Formar família: 30% ...Formar família: 32% ..........Amor: 27%
Sexo: 20% .....................Companheirismo: 15% ....Respeito: 22%
Cumplicidade: 18% ....Sexo: 13% ............................Cumplicidade: 19%
Qualidades fundamentais da mulher escolhida:
SOLTEIROS .......................CASADOS ........................SEPARADOS
Companherismo: 28% ....Sinceridade: 34% ...........Inteligência: 40%
Beleza: 21% .......................Beleza: 30% ....................Companheirismo: 30%
Bom humor: 21% ............Companheirismo: 15% ...Compreensão: 17%
Sinceridade: 16% .............Inteligência: 11% .............Respeito: 13%
Inteligência: 14% .............Cumplicidade: 10%
Defeitos que podem fazê-lo desistir:
SOLTEIROS ..............CASADOS ............................SEPARADOS
Egoísmo: 25% ..........Infidelidade: 40% ................Falta de iniciativa:43%
Falta de sexo: 20% ...Falta de respeito:22% .......Ciúme: 31%
Infidelidade: 20% ......Falta de sexo: 17% ............Interferência de 3os:15%
Individualismo:20% ...Falta de amor: 14% ..........Falta de ambição: 11%
Insegurança: 15% .....Incompatibilidade: 7%
A reportagem ainda dizia que embora as características sejam apontadas com segurança (amor, companheirismo, fidelidade, etc.), eles não definem claramente estes atributos. É fácil dizer que se pretende "amar", com "companheirismo" e "cumplicidade". Difícil mesmo é descrever como exatamente se faz isso!
Eu entendo que existem categorias mais abrangentes que abarcam outras. Assim eu buscaria uma companheira inteligente para compartilhar o que a vida oferece. Cumplicidade, respeito, sexo e até o próprio amor viriam depois! Tudo bem, meu entendimento não se pauta pelo que se conhece minimamente por "amor", mas quem sabe como devem amar os apaixonados?
Os solteiros, casados e separados da reportagem ousaram falar de essências que apenas o tempo mostra. Não adianta tanta objetividade, sem a autoridade da experiência:
".... e é tão amigo, meu amor, e adora acordar comigo eu adoro dormir com ele, mesmo que eu não consiga dormir abraçadinho por muito tempo, porque me mexo muito, só de saber que ele está ali ao alcance do meu pezinho... ai, como é bom."
(http://mulherzinha.blig.ig.com.br/2003_12.html)
enviada por perito
11/04/2004 17:19
VINTE E OITO DIAS
Está escrito num desses blogs (http://www.28dias.blogger.com.br/):
A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem a intenção de amá-la.
Com mínima reflexão a frase provocou-me desconforto. Foi dirigida ao gênero ao qual pertenço e não parecia distinguir propriedades com isenção. Esforcei-me para pensar o seguinte: é precipitação adjetivar ações sem contexto. É preconceito a eleição de um culpado. É superficial a avaliação um único sentimento frente a todo o potencial humano. Pensei mais um pouco e tentei ultrapassar o verniz chauvinista buscando estabelecer algum equilíbrio na mensagem. Imaginei a seguinte construção:
É irresponsável alguém despertar expectativas sem a intenção de corresponder.
Agora parece mais consentâneo com os ditames de igualdade e respeito às inteligências envolvidas. Entretanto, o bom senso manda reconhecer, existem limites. Despertam-se expectativas todo o tempo. Algumas voluntárias, outras involuntárias. Tal qual nossas ações. E interpretações ocorrem a todo instante. Algumas condizentes, outras ilusórias. Tal qual nossas conveniências.
Quantas vezes se disse bom dia! e se ouviu quer sair comigo?. Quantas vezes um olhar não seduziu e tratava-se de mera curiosidade? Quantas vezes as expectativas não superam a intencionalidade do emissor da mensagem?
Não dá para culpar homem ou mulher. Não dá nem mesmo para culpar o missivista que escreve uma coisa e o receptor que lê outra. Ruídos existem. Confusões existem.
Cumpre atentar para o contexto. Oferecer o necessário, assumir o possível. Talvez o contrário. Não é fácil medir as coisas do coração ou mesmo da razão. Existem razões apaixonadas e paixões bem arrazoadas. Enfim, pensar pelos dois lados talvez seja um bom começo.
Apostando numa boa dose de parcialidade, eu diria que ainda existem mulheres que merecem o choro de um homem.
enviada por perito
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